Tetraplégico faz apelo à Anvisa para receber polilaminina durante cirurgia na medula
Thiago “Tiba” Camargos pede autorização para uso da substância experimental durante procedimento para retirada de cistos; vídeo já soma milhões de visualizações
O influenciador Thiago “Tiba” Camargos, que ficou tetraplégico após um acidente em fevereiro de 2025, fez um apelo público à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para tentar receber a aplicação de polilaminina durante uma cirurgia de alto risco na medula.
Ao lado da esposa, Déa Camargos, Tiba publicou um vídeo no domingo, 30 de agosto, pedindo que o caso seja analisado pela agência. Segundo a publicação, o conteúdo já ultrapassou 11 milhões de visualizações no Instagram.
Tiba descobriu dois cistos na região da lesão medular, que precisam ser retirados cirurgicamente. Como a medula será novamente acessada durante o procedimento, a família solicita autorização para que a polilaminina seja aplicada no mesmo ato cirúrgico.
A substância é desenvolvida a partir de pesquisas lideradas pela professora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e ainda está em fase experimental.
Segundo as informações divulgadas, a Anvisa autorizou, em janeiro, a fase 1 do estudo clínico. O influenciador, porém, não se enquadra nos critérios atuais definidos para participação na pesquisa, que incluem pacientes com lesões agudas completas da medula torácica, entre T2 e T10, ocorridas há menos de 72 horas e com indicação cirúrgica.
Tiba sofreu uma lesão cervical no domingo, 9 de fevereiro de 2025, depois de entrar na água para salvar um dos filhos, que estava se afogando. Durante o mergulho, bateu a cabeça em uma pedra e sofreu a lesão que resultou na tetraplegia.
No vídeo, Déa explica que a cirurgia não será realizada para enquadrá-lo nas regras da pesquisa, mas por necessidade médica devido aos cistos. A família argumenta que o procedimento poderia representar uma oportunidade para a aplicação da substância, desde que haja autorização prévia.
Tiba e a esposa também pediram mobilização nas redes sociais, com marcações à Anvisa, ao Ministério da Saúde e à Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, além do registro de manifestações na Ouvidoria da agência.
Até a publicação da reportagem original, a Anvisa não havia se pronunciado sobre o pedido específico do influenciador.
A polilaminina permanece experimental e seu uso depende de autorização das autoridades sanitárias e dos protocolos de pesquisa aplicáveis.
Fonte: Só Notícia Boa
