Leite admite que concessão do Bloco 2 pode avançar em negociação com próximo governo do RS
Governador afirma que aporte público pode superar os valores projetados até agora e reconhece que calendário eleitoral pode exigir acordo com a futura gestão estadual
O governador Eduardo Leite (PSD) reconheceu pela primeira vez que a concessão do Bloco 2 de rodovias estaduais poderá depender de articulação com o governo que será eleito em outubro. Embora defenda a implantação do projeto ainda durante sua gestão, Leite admitiu que o cronograma pode obrigar o Executivo atual a alinhar a continuidade da iniciativa com a próxima administração. O governador também afirmou que o aporte público previsto para tornar a concessão mais atrativa poderá ser ampliado além dos valores discutidos até agora.
A proposta original previa R$ 1,5 bilhão em recursos públicos, enquanto uma revisão posterior indicava a possibilidade de elevar o montante para aproximadamente R$ 2 bilhões. Segundo Leite, a ampliação pode ser ainda maior, mas o valor definitivo segue em análise. A fonte do dinheiro também não está fechada e não necessariamente será o Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). A mudança integra a reformulação do projeto após o leilão previsto anteriormente ter sido cancelado, no início de junho, por falta de interessados. O governo solicitou ao BNDES uma nova modelagem e busca aumentar a competitividade da concessão diante de outros projetos rodoviários oferecidos no país.
O Bloco 2 reúne cerca de 409 quilômetros de seis rodovias estaduais — ERS-128, ERS-129, ERS-130, ERS-324, RSC-453 e ERS-135 — e alcança 32 municípios do Vale do Taquari e do Norte do Rio Grande do Sul. A expectativa do governo é realizar uma nova tentativa de transação na B3, em São Paulo, em outubro, já com as alterações destinadas a atrair investidores. Para Leite, a concessão continua sendo a principal alternativa para viabilizar os investimentos necessários nesse conjunto de estradas.
