Presidenciáveis criticam decisão do TSE sobre campanha de Renan Santos
Candidatos da direita classificaram como desproporcional a suspensão das atividades do postulante do partido Missão
Candidatos à Presidência da República criticaram, nesta segunda-feira, 31 de agosto, a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral, que determinou a suspensão das atividades de campanha de Renan Santos (Missão). Concorrentes do mesmo campo político, Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) se manifestaram publicamente contra a medida imposta ao adversário na disputa pelo Palácio do Planalto.
Durante as manifestações, Cury afirmou que defensores da democracia não celebram quando um rival perde a voz, enquanto Flávio Bolsonaro relacionou o episódio ao bloqueio de redes sociais e expressou desejo pelo restabelecimento da candidatura. Já Zema adotou tom mais severo, classificando a decisão como um absurdo e ampliando as críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal. Por sua vez, Caiado apontou que a medida é desproporcional por paralisar a campanha a partir de controvérsias no registro de redes sociais.
Apesar das divergências na corrida eleitoral, os postulantes concordaram que o impedimento das ações de um concorrente não representa vitória política e defenderam que a escolha seja definida no voto. As declarações focaram na relação entre Justiça Eleitoral e liberdade de expressão, enquanto a reportagem buscou posicionamento da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aguarda retorno.
