Aliados descartam delação seletiva e afirmam que Daniel Vorcaro deve colaborar integralmente
Interlocutores do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmam que o banqueiro pretende responder a todos os questionamentos dos investigadores no âmbito do inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo essas fontes, a estratégia de uma delação premiada seletiva foi descartada, uma vez que o agravamento da situação jurídica do investigado limita suas possibilidades de escolha. Vorcaro recebeu visitas de sua defesa, composta pelos advogados Sérgio Leonardo e José Luís de Oliveira Lima, na Superintendência da Polícia Federal durante este último final de semana, 21 e 22 de março.
O caso tem como relator o ministro André Mendonça, que tem sinalizado rigor na condução das apurações e a necessidade de esclarecimento total dos fatos. Nos bastidores do STF, o magistrado tem sido alvo de críticas e tentativas de associação à Operação Lava-Jato, interpretações descritas por aliados como carentes de fundamentos concretos. A atuação conjunta da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República é apontada como um fator determinante que dificulta qualquer tipo de acordo informal ou omissão de dados relevantes durante o processo de colaboração.
Enquanto a defesa orienta o banqueiro na elaboração de um plano de colaboração premiada, a Controladoria-Geral da República abriu processos contra servidores do Banco Central vinculados ao caso. A investigação ganha novos contornos com a possibilidade de revelações integrais sobre as operações do Banco Master, o que mantém o cenário político e econômico em alerta. A expectativa agora recai sobre a homologação de eventuais depoimentos e o impacto das provas que serão apresentadas por Vorcaro para abastecer os inquéritos em curso.
