O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, nesta terça-feira, 31 de março, que Geraldo Alckmin ocupará novamente o posto de vice-presidente na chapa que buscará a reeleição em outubro. O anúncio foi feito durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, consolidando a manutenção da aliança com o PSB. Para viabilizar a candidatura, Alckmin deverá deixar o comando do Ministério do Desenvolvimento, cumprindo o prazo de desincompatibilização exigido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A manutenção de Alckmin é vista como estratégica para atrair o eleitorado moderado e de centro, além de garantir palanque em São Paulo, onde o vice deve apoiar a campanha de Fernando Haddad ao governo estadual. A decisão ocorre em um cenário de equilíbrio nas pesquisas de intenção de voto, que apontam um empate técnico entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Além de Alckmin, o presidente informou que pelo menos 14 ministros deixarão seus cargos nos próximos meses para disputar o pleito.

O movimento encerra as especulações de bastidores sobre uma possível troca na composição da chapa presidencial. Com a saída programada dos auxiliares até o início de abril, o governo federal inicia uma reforma na Esplanada dos Ministérios para acomodar novos nomes durante o período eleitoral. Alckmin, ex-governador paulista, terá o papel central de dialogar com setores conservadores e do agronegócio, repetindo a fórmula que derrotou o bolsonarismo nas eleições de 2022.