Celular da babá foi decisivo para investigação do caso Henry, diz delegado

Depoimento no segundo dia de julgamento apontou que mensagens recuperadas ajudaram a polícia a mudar a linha de apuração sobre a morte do menino

O delegado Edson Henrique Damasceno, que conduziu a investigação sobre a morte de Henry Borel, afirmou nesta terça-feira, 26 de maio, que a análise de mensagens do celular da babá do menino foi decisiva para a Polícia Civil descobrir informações relevantes sobre o caso.

O depoimento ocorreu durante o segundo dia de julgamento no 2º Tribunal do Júri, no Rio de Janeiro. Segundo o delegado, os prints de conversas ajudaram a revelar contradições nas versões apresentadas inicialmente sobre a morte da criança.

À época, Damasceno estava à frente da 16ª Delegacia Policial, na Barra da Tijuca. O caso envolveu o então vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe de Henry.

De acordo com o delegado, a ocorrência chegou inicialmente à delegacia como um suposto acidente doméstico. No entanto, os primeiros elementos periciais levaram a polícia a seguir outra linha de investigação.

A análise das mensagens da babá Thayná de Oliveira Ferreira indicou, segundo Damasceno, que havia relatos anteriores de violência contra a criança. “Se não tivessem esses prints, a mentira iria seguir”, declarou o delegado durante o júri.

Ainda conforme o depoimento, mensagens recuperadas apontaram que pessoas próximas ao menino teriam sido orientadas a omitir informações. A perícia utilizou uma ferramenta especializada para recuperar conteúdos apagados do celular.

Durante a sessão, o delegado também relatou que teria havido pressão para que a morte fosse atestada sem encaminhamento ao Instituto Médico Legal (IML), o que poderia impedir a coleta de provas periciais.

O julgamento de Jairinho e Monique começou na segunda-feira, 25 de maio, e a expectativa é de que dure cerca de cinco dias. A decisão será tomada por sete jurados.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Jairinho e Monique respondem por crimes relacionados à morte de Henry. As defesas dos acusados se manifestam no decorrer do processo judicial.

Fonte: Agência Brasil

Unimed

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