O governo brasileiro decidiu prorrogar o subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina por mais 30 dias, mantendo o benefício vigente desde segunda-feira, 25 de maio. A medida, que deveria terminar no sábado, passa a valer até domingo, sem ano incluso, conforme a prática de referência de datas sem ano. O subsídio é parte da subvenção econômica voltada a produtores e importadores para reduzir o impacto da alta de preços internacionais sobre o consumidor.

O ministro da Fazenda assinou a portaria com a extensão na noite desta domingo, 26 de julho, após avaliação de que a recente escalada do preço do petróleo Brent, que superou US$ 100 por barril, pode pressionar novamente os preços internos. O subsídio do diesel, no entanto, permanece em vigor com valor de R$ 1,12 por litro.

Por que a prorrogação?

O governo aponta como razões a nova alta do petróleo no mercado internacional e o cenário de tensões globais. Em nota anterior, o Ministério da Fazenda indicou que ainda estava avaliando a continuidade do benefício, e que a decisão depende de novas análises sobre o equilíbrio entre custos e efeitos sobre a inflação.

Como funciona

Chamado oficialmente de subvenção econômica, o subsídio é pago diretamente aos produtores e importadores pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Ele reduz parte do custo da gasolina, suavizando o repasse de aumentos das refinarias ao consumidor final. O objetivo é conter impactos na inflação e nos gastos com transporte.

Impactos e contexto

O petróleo é a principal matéria-prima da gasolina, diesel e querosene de aviação. Quando o preço internacional sobe, o custo pode aumentar nos postos de combustíveis, pressionando a inflação. Foi neste contexto que o governo decidiu manter as subvenções temporárias para evitar choques adicionais nos preços internos. O diesel continua recebendo o subsídio de R$ 1,12 por litro, com possibilidade de extensão a cada dois meses mediante ato do ministro da Fazenda.

Outras medidas associadas

Além dos subsídios, o governo autorizou aumentos da mistura obrigatória de etanol na gasolina para 32%, com validade inicial de 180 dias, visando reduzir a dependência de combustíveis derivados do petróleo e conter novas altas de preços.

Fonte: Agência Brasil