O Gabinete Integrado de Monitoramento das Eleições acompanhou 61 ocorrências no Rio Grande do Sul entre a manhã de sábado, 24 de outubro, e a noite de domingo, 25 de outubro. A estrutura foi coordenada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) durante o segundo turno, com ações de policiamento, fiscalização e prevenção.

Entre os registros na Serra estão violação ou tentativa de violação do sigilo do voto em Garibaldi, desordem que prejudicou os trabalhos eleitorais em Nova Petrópolis e porte ilegal de arma de fogo em local de votação ou apuração em Caxias do Sul. Canela registrou ocorrência de boca de urna, e Vacaria, de desobediência às ordens da Justiça Eleitoral.

O balanço estadual contabilizou 13 registros classificados como outros crimes eleitorais, nove de propaganda irregular, oito de boca de urna e seis de desobediência à Justiça Eleitoral. Também foram acompanhados cinco casos de violação ou tentativa de violação do sigilo do voto, quatro de desordem nos trabalhos eleitorais, três de lesão corporal, três de dano proposital a equipamento de votação e dois de vias de fato.

Outras oito ocorrências tiveram um registro cada: injúria ou difamação eleitoral, transporte ilegal de eleitores, furto em local de votação ou apuração, apreensão de material de campanha, acidente de trânsito, porte ilegal de arma, violência ou grave ameaça para obter voto ou abstenção e concentração ilegal de eleitores.

Instalado na sede da SSP, o gabinete reuniu Brigada Militar, Polícia Civil, TRE-RS, Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Federal. Um segundo grupo, voltado à inteligência, contou com equipes da SSP e das instituições estaduais de segurança, além do Exército, Polícia Federal, Abin e Polícia Rodoviária Federal.

Nos dois turnos, houve ainda uma força-tarefa para proteger eleitoras atendidas pelo Programa de Monitoramento do Agressor. Em parceria com o TRE-RS, a central ampliou o efetivo para analisar os alertas do sistema de tornozeleiras e celulares e prevenir aproximações em locais de votação.

Segundo a coordenadora do programa, capitã Mariana Oliveira dos Santos, os alertas foram acompanhados e as providências buscaram conciliar as medidas protetivas com o direito ao voto. Não houve encontros entre vítimas e pessoas monitoradas que exigissem intervenção policial nos casos registrados.

Fonte: Secretaria da Segurança Pública/Governo do Estado do Rio Grande do Sul.