O ex-prefeito de Farroupilha, Fabiano Feltrin (PL), foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República após sugerir, durante uma live em 2024, que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes fosse colocado em uma guilhotina. A fala ocorreu enquanto Feltrin acompanhava o ex-presidente Jair Bolsonaro em visita à Serra Gaúcha. A Procuradoria classificou a declaração como incitação ao homicídio, destacando a gravidade de banalizar atos de violência contra autoridades públicas. A Polícia Federal também investigou o caso e chegou à mesma conclusão, encaminhando o inquérito ao STF, onde Moraes já intimou o ex-prefeito a apresentar defesa no prazo de 15 dias.

Em nota, Feltrin alegou que sua fala foi uma “brincadeira” e pediu desculpas públicas, reconhecendo que a menção à guilhotina foi inadequada. Mesmo assim, poderá enfrentar pena de até seis meses de detenção, salvo se firmar um acordo de não persecução penal com a PGR, mediante confissão. O episódio, que gerou ampla repercussão nas redes sociais, reacende o debate sobre os limites da liberdade de expressão no cenário político e o uso de figuras de autoridade como alvo de discursos violentos em eventos públicos.