Uma investigação sobre possível produção e armazenamento de material de abuso sexual infantil levou o CyberGAECO a realizar uma operação na manhã desta sexta-feira (16), em Florianópolis, Santa Catarina. A ação, denominada Operação Horizonte de Luz, foi desenvolvida em apoio à 19ª Promotoria de Justiça da Capital, após informações sobre arquivos suspeitos armazenados em uma conta de plataforma digital chegarem ao conhecimento das autoridades. O caso ganhou maior gravidade quando os investigadores encontraram indícios de que uma criança pertencente ao núcleo familiar do suspeito poderia estar entre as vítimas.

Conforme o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a investigação teve início a partir de informações encaminhadas pelo National Center for Missing & Exploited Children, organização que recebe denúncias e alertas relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes na internet. Durante a análise dos arquivos associados à conta investigada, os agentes identificaram um vídeo com características diferentes dos demais conteúdos. A principal hipótese é de que o material possa ter sido produzido pelo próprio usuário da conta, possivelmente em ambiente familiar, e não apenas obtido por meio da internet. Essa suspeita ainda depende de confirmação, e as autoridades trabalham para esclarecer a origem da gravação e identificar eventuais vítimas.

Diante dos elementos reunidos, a Justiça autorizou um mandado de busca e apreensão em endereço relacionado ao investigado, com o objetivo de localizar celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos que possam contribuir para a apuração. Os equipamentos recolhidos serão submetidos à análise para verificar a origem dos arquivos, as circunstâncias de produção do vídeo e a eventual participação do suspeito. Os investigadores também pretendem identificar possíveis outros conteúdos semelhantes, verificar se existem mais vítimas e apurar se outras pessoas tiveram envolvimento nos fatos.

Até a divulgação das informações, não havia registro de prisão relacionada à operação, sendo confirmado apenas o cumprimento do mandado judicial. A identidade e a idade do investigado não foram divulgadas, assim como informações que possam permitir a identificação da possível vítima. O procedimento tramita sob sigilo em razão da gravidade dos fatos e da necessidade de proteger crianças e adolescentes envolvidos. As investigações continuam, e os resultados da análise dos materiais apreendidos deverão orientar os próximos passos da apuração conduzida pelo Ministério Público e pelo CyberGAECO.